Livro: O leitor

11025309.jpgMichael Berg tem 15 anos; Hannah Schmitz, 36. O cenário é Alemanha pós-nazista, mais precisamente no ano de 1958. Michael e Hannah se envolvem logo após da jovem ter cuidado de Michael enquanto o garoto estava com uma crise de escarlatina. Antes dos encontros amorosos Hannah sempre pede a Michael para que leia para ela obras de Göethe, Tólstoi e Dieckens, por exemplo. O amor e as leituras continuam até que Hannah desaparece misteriosamente.

Sete anos depois, Michael,  já estudante de direito, é convidado a assistir o julgamento contra criminosos do regime nazista. Qual a surpresa dele quando avista, no banco dos réus, a amada Hannah.

A obra do escritor Bernhard Schlink inspirou o filme homônimo que foi indicado a cinco Oscars, dentre os quais o de Melhor Filme e de Melhor roteiro adaptado. Kate Winslet, que interpreta Hannah na telona, levou o prêmio de Melhor Atriz.

Autor: Bernhard Schlink
Tradutor: Pedro Sussekind
Editora: Record
ISBN: 8501085413
Número de páginas: 240

Kate Winslet leva Oscar de melhor atriz por papel em “O leitor”

thereader_04.jpgA atriz britânica Kate Winslet ganhou o Oscar de melhor atriz pela atuação no filme O leitor, baseado em romance homônimo do escritor Bernhard Schlink. No filme, a atriz viveu Hannah, mulher que foi amante do jovem Michael e para quem o garoto lia clássicos da literatura mundial.

Livro: O Aleph

2442168.jpgJorge Luis Borges está Guia de Leitura 100 autores que você precisa ler. Não é por acaso. O escritor argentino é um verdadeiro fenômeno da literatura e, dentre sua obra, destaca-se O Aleph.

O Aleph reúne 17 contos, incluindo o que intitula o livro. Em alguns contos, Borges parece escrever em um diário, dialogar com os leitores; não falta história de gaúchos e também a presença de Buenos Aires como cenário para a maioria dos contos. Ele surpreende pela capacidade de finalizar os contos, de, algumas vezes, dar uma reviravolta no destino das personagens apenas no último parágrafo. O leitor prende-se à leitura e à narrativa, espera algo do conto, porém, quando termina a leitura se surpreende com o ocorrido. É o caso de Emma Zunz, no qual o autor fala da vingança de uma jovem judia à morte do pai, do paradoxo entre a vingança e o bom caráter.

O Aleph é o carro-chefe e um dos melhores contos de Borges (talvez no mesmo patamar de A biblioteca de Babel). Nele, Borges começa contando sobre seu amor por Beatriz, até mesmo depois da morte dela, e, da convivência com Carlos Argentino – primo irmão de Beatriz – que queria publicar um livro. Carlos resolve mostrar a Borges O Aleph e diz que ele é “o lugar onde estão, sem se confundir, todos os lugares do universo, visto de todos os ângulos”.

“Fora ‘Emma Zunz’ e a ‘História do guerreiro e da cativa’ que propõe interpretar os acontecimentos fidedignos, as peças deste livro correspondem ao gênero fantástico. De todas elas, a primeira é a mais trabalhada; seu tema é o efeito que a imortalidade causaria aos homens. A esse esboço de uma ética para os imortais, segue-se ‘O morto’: Azevedo Bandeira, neste relato, é um homem de Rivera ou de Cerro Largo e também uma tosca divindade, uma versão mulata e preguiçosa do incomparável Sunday de Chesterton. (…) ‘O Zahir’ e ‘O Aleph’ acredito notar alguma influência do conto ‘The Cristal Egg’ (1899) de Wells”, explica Borges no epílogo.

Autor: Jorge Luis Borges
Tradutor: Davi Arrigucci Junior
Editora: Companhia das letras
ISBN: 8535912029 
Número de páginas: 160

Autor: Jorge Luis Borges

jorge-luis-borges.jpgJorge Luis Borges nasceu em Buenos Aires em 24 de agosto de 1899. Aprendeu a ler em inglês antes de ler em espanhol, por conta da influência da avó materna que era inglesa.

Em 1914 foi morar em Genebra com a família, local no qual fez o bachillerato. Sua primeira publicação conhecida é uma resenha publicada em um jornal de Genebra, escrita em francês, sobre três livros espanhóis. A partir de então, começou a publicar poemas e manifestos na Espanha, país onde viveu entre 1919 e 1921, ano no qual voltou à Buenos Aires.

É a capital argentina que serve de cenário para Fervor de Buenos Aires, publicado em 1923. Com Ficciones (1944) ganhou El Gran Premio de Honor de la Sociedad Argentina de Escritores. Depois passou a dirigir a revista Los Anales de Buenos Aires(1946-1948). Após dois anos, ele entra para a Academia Argentina de Letras e é nomeado diretor da Biblioteca Nacional, cargo que ocupou até se aposentar em 1973. Borges também foi professor de literatura inglesa na Universidad de Buenos Aires.

O reconhecimento internacional veio com El Premio Formentor concedido em 1961. Desde então, passou a receber diversas premiações, dentre elas o Cervantes em 1980. Sua obra foi traduzida para mais de 25 idiomas e levada ao cinema e à televisão.

Borges faleceu em 14 de junho de 1986 em Genebra.

Livro: O silencieiro

1722669.jpgSilencieiro é um neologismo, cujo significado literal seria “o fazedor de silêncio”. Este livro, escrito por Antonio di Benedetto, conta a história de um homem que busca o silêncio a todo custo.

A personagem não tem nome; quando começa a história tm 25 anos, vive com a mãe numa casa de subúrbio, tem poucos amigos, poucas mulheres, um tio e um trabalho detestável. A vida dele é uma contradição. Planeja sempre livros, porém não o escreve. Quer se casar com Leila, no entanto, é Nina que ele desposa. Após o casamento, muda-se para outro lugar, tem um filho e poucas coisas.

O livro pode dar uma impressão, mas é o contrário. O autor escreve as várias atividades cotidianas que produzem ruídos e a personagem/narrador propõe maneiras de pará-las, haja vista que não suporta barulho. Ele é tão obcecado que processa, escreve matérias jornalísticas, briga com os vizinhos, com a esposa, tudo com o objetivo de alcançar o silêncio pleno. Chega até mesmo a tentar o suicídio ou de, pelo menos, ficar surdo. Trata-se de um paradoxo bem real, pois, cada vez mais, o mundo vai ficando mais barulhento e mais impossível de parar os ruídos da vida.

Autor: Antonio di Benedetto
Editora: Globo
ISBN: 8525041998  
Número de páginas: 160

Livro: Zama

1316541.jpgO famoso Zama foi publicado três anos depois, em 1956. Zama conta a história de um fidalgo chamado Dom Diego de Zama, funcionário da coroa espanhola, no final do século XVIII. Ele trabalha em um pequeno povoado da colônia (a Argentina) e espera, com ansiedade, a transferência para a capital Buenos Aires. O livro fala dessa espera e dos desejos de Dom Diego até que… ele é capturado por uma tribo de índios não civilizados. Logo ele que havia esperado tanto para voltar à civilização!

Autor: Antonio di Benedetto
Editora: Globo
ISBN: 8525041173  
Número de páginas: 248

Livro: Mundo Animal

2392282.jpgO primeiro livro publicado por Antonio di Benedetto foi Mundo animal, em 1953. Apesar de ter sido publicado na Argentina há mais de 50 anos, o livro só recebeu uma edição brasileira em 2008. A história de Mundo Animal beira o realismo fantástico e tem uma linguagem bastante simples. Trata-se de 21 contos, cuja temática é “o animal”. Não importa se o animal é protagonista ou tem uma mera participação na história, ele sempre está presente nos contos. Por conta desse mundo fantasioso chegou a ser comparado com Franz Kafka. O conto “É superável” é uma demonstração dessa analogia, pois, nele, o autor fala da sua transformação de bovino para homem e depois para pão.

Autor: Antonio di Benedetto
Tradutor: André de Oliveira Lima
Editora: Globo
ISBN:8525043788
Número de páginas: 260

Leia o primeiro capítulo.

Autor: Antonio di Benedetto

dibenedetto.jpgAntonio di Benedetto é um dos maiores escritores da literatura argentina. O escritor Jorge Luis Borges disse que Di Benedetto escreveu páginas essenciais que o emocionaram e continuavam a emocioná-lo. Di Benedetto é autor do clássico Zama, o qual ficou conhecido devido à prisão do escritor durante a ditadura.

Nascido em 2 de novembro de 2002 em Mendoza (na província no sul da Argentina), o autor de Zama começou a escrever na adolescência, influenciado por Fiódor Dostoyevsky e Luigi Pirandello. Quando jovem, optou por seguir a advocacia, mas a abandonou para ser jornalista. Chegou a ir estudar na França, país do qual recebeu uma bolsa de estudos.

Di Benedetto foi subeditor do diário “Los Andes” e correspondente do jornal “La prensa”. Por conta do trabalho como escritor e jornalista ganhou inúmeros prêmios, dentre eles: Cavalheiro da Ordem de Mérito, condecoração dada pelo governo italiano em 1969; medalha de ouro de Alliance Française em 1971.

Em 1976, poucas horas depois do golpe militar de 24 de março de 1974, Antonio di Benedetto foi sequestrado e torturado pelo exército. “Creio que nunca estarei certo se fui preso por algo que publiquei. Meu sofrimento teria sido menor se alguma vez me tivessem dito o motivo exatamento. Mas não sei. Essa incerteza é a mais dolorosa”, comentou o escritor.

Di Benedetto exilou-se na França, na Espanha e nos Estados Unidos. Regressou definitivamente à Argentina em 1985. Morreu no ano seguinte, em Buenos Aires, vítima de um derrame cerebral.

Livro: Operação Valquíria

26743441.jpg20 de julho de 1944. Essa data poderia ter ficado na história como a da morte de Adolf Hitler. No entanto, ela ficou conhecida pelo fracasso que obteve. A idéia era colocar uma bomba no quartel-general de Hitler. Isso tudo realmente aconteceu, só que, apenas um dos explosivos foi detonado. Além disso, Hitler havia afastado a bolsa dele, minutos antes da explosão, pois a incomodava. Resultados? Das 24 pessoas que estavam na sala, quatro morreram; Hitler sobreviveu; mais de quatro mil pessoas, ligadas aos resistentes que armaram o atentado foram executados nos meses seguintes ao fato; o cinema ganhou uma versão da história, cujo protagonista é Tom Cruise.

O livro Operação Valquíria conta o que aconteceu antes da tentativa de assassinar Hitler, como foi o planejamento, outras conspirações que fracassaram. Ele deixa na mente do leitor refletir sobre o que teria mudado caso a Operação Valquíria tivesse vingado.

Editora: Planeta do Brasil
Autor: Tobias Kniebe
Tradução: Sandra Martha Dolinsky
ISBN: 8576654261
Número de páginas: 320

Autora: Stephenie Meyer

stephenie.gifStephenie Meyer é graduada em Inglês pela Bringham Young University. Ela é casada e tem três filhos, com os quais vive em Phoenix, Arizona. Depois da publicação do seu primeiro livro – Crespúsculo – foi considerada uma entre os mais escritores promissores da nova geração (Publishers Weekly).

Crepúsculo teve diversas premiações, como A New York Times Editor’s Choice (Um livro recomendado pelo The New York Times), melhor livro do ano pela Publishers Weekly, “Best Book of the Decade…So Far” (Melhor livro da década… até então) pela Amazon, “Top Ten Best Book for Young Adults” e “Top Ten Books for Reluctant Readers” (uma das mais interessantes indicações!) pela American Library Association.

Stephenie disse que a idéia para escrever Crepúsculo veio de um sonho que teve em 02 de junho de2003. No sonho, uma garota se apaixonava por um vampiro, mas o amor era impossível, pois ele sentia desejo pelo sangue dela. Superstições a parte… essa é a transcrição do capítulo 13 de Crepúsculo. E… a narradora da série – Bella Swan – nasceu em 13 de setembro.

Em três meses, Stephenie havia terminado de escrever o livro. Assinou, então, um contrato com a editora Little, Brown and Company no valor de US$ 750 mil dólares para escrever três livros. Detalhe: ela já escreveu até o quinto livro. Breaking down é o quarto, o qual ainda não tem tradução para o português e que tem o Brasil como cenário da lua de mel de Bella e Edward! O quinto Midnight sun reconta tudo o que ocorreu na saga de Crepúsculo, só que, desta vez, o narrador é Edward e os leitores passam a saber o que pensava o vampiro sobre tudo o que ocorreu.

Entretanto, Midnight sun não foi concluído… isso se deve ao fato de ter sido disponilizada na internet um manuscrito do livro. A cópia ilegal vai até o décimo capítulo e, por conta do ocorrido, Stephenie disse que não sabe se vai terminá-lo. Ela fez um apelo aos fãs para que não lessem os capítulos que estão na internet, pois estão cheio de erros, incompletos e seria apenas um rascunho. Para tentar contornar a situação, ela colocou no seu site oficial o primeiro capítulo da obra inacabada.