Entrelinhas com cobertura exclusiva da Flip

O site Entrelinhas fará uma cobertura exclusiva da 7a. Flip, que ocorre anualmente em Paraty. Aqui saberá o que está acontecendo na cidade, além de conferir fotos e outros conteúdos.

Davi Ariggucci Jr. abriu a Flip ontem (1º de julho)  falando sobre Manuel Bandeira – homenageado deste ano – e do significado da poesia do poeta recifense, o qual aliava morte e amor em seus versos. No final da noite, Adriana Calcanhotto, assim como bandeira, também fez uma junção, sendo que desta vez foi de melodia e letras. Adriana cantou para uma multidão, composta por pessoas de várias faixas etárias, que se aglomeravam na praça principal do centro histórico de Paraty.

Hoje haverá as seguintes mesas: Novos traços, Separações,Verdades inventadas, China no divã (com a participação da escritora de As boas mulheres da China – Xinran) e Deus, um delírio (com Richard Dawkins conversando com Silio Boccanera).

A literatura fica mais triste sem Mario Benedetti

mario-benedettijpg.gifFaleceu ontem, em Montevidéu, capital uruguai, o escritor Mario Benedetti. Ele sofria, há um ano, de problemas respiratórios e intestinais. Benedetti fez parte do apogeu da literatura latino-americano, numa época em que surgiam grandes nomes como Júlio Cortázar, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e Carlos Fuentes.

Em 14 de septiembre de 1920 nasceu Mario Orlando Hamlet Hardy Brenno Benedetti em Paso de los Toros, departamento de Tacuarembó. O grande nome foi reduzido até se tornar simplesmente “Mario Benedetti”.

Com o golpe de 73, ele deixou o cargo de diretor do Departamento de Literatura Hispano-americana na Facultad de Humanidades y Ciencias de la Universidad de la República. Exilou-se em Buenos Aires e foi lá que a Triple A deu-lhe um prazo de 48 horas para deixar o país. Seguiu, então, para o Peru. Em Lima, capital peruana, foi mais uma vez deportado, indo parar em Cuba. De lá, foi para Madri, onde viveu até 1983.

En 1999, recebeu o Prêmio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana; em 2001, o I Premio Iberoamericano José Martí; em 2002; em 2005, o Premio Internacional Menéndez Pelayo.

Benedetti estava trabalhando em um novo livro de poesia, cujo título provisório era  Biografía para encontrarme.

Flip homenageia Manuel Bandeira e celebra Ano da França no Brasil

A Feira Literária de Paraty (Flip), neste ano, vai homenagear o poeta pernambucano Manuel Bandeira. Além dessa homenagem, a Flip estará repleta de novidades. Por fazer parte do calendário dos eventos comemorativos relacionados ao Ano da França no Brasil, a Flip irá receber “na Tenda dos Autores, a artista conceitual Sophie Calle, que traz a mostra Prenez soin de vous ao Sesc em julho, a crítica de arte Catherine Millet, autora de A vida sexual de Catherine M. (2001), Grégoire Bouillier, escritor do cultuado L’invité Mystère (2004), e Atiq Rahimi, escritor e cineasta afegão radicado na França, cujo romance Syngué Sabour (2008) venceu o Goncourt, principal prêmio literário francês”.

Também é dado destaque à literatura chinesa. É a primeira vez que a China recebe está presente no evento, contando com a apresentação da jornalista Xinran, autora de As boas mulheres da China.

Outra novidade é a página da Flip no Twitter; a Flip já conta com um blog e um canal oficial no Youtube.  De acordo com o site oficial da Flip, “Através do Twitter da FLIP, os seguidores poderão acompanhar e receber informações a respeito de tudo o que acontece na FLIP, antes e durante o festival. Desde agora, o Twitter Flip2009 trará a confirmação de novos autores e indicará endereços na internet que tratem dos autores convidados e tragam informação relacionadas aos escritores, tais como críticas, reportagens, entrevistas e vídeos. Durante a festa, publicará, em tempo real, qual mesa está para começar, quais eventos ocorrem na Casa da Cultura de Paraty, os horários das coletivas de imprensa, os autores que participam de sessões de autógrafos, quais mesas ainda possuem ingressos à venda etc.”. Quem quiser ser um follower da Flip é só acessar (caso esteja inscrito no Twitter)  http://twitter.com/flip2009.

“Pensar con libros” é o tema da 35a. Feira do Livro de Buenos Aires

A Feira Internacional do Livro de Buenos Aires está na 35a. edição e ocorre de 23 de abril a 11 de maio. Trata-se da maior feira do livro no mundo hispano. O tema, em 2009, é “Pensar con libros” (Pensar com livros). Durante a Feira, há exposições, conferências, dialógos com escritores argentinos e estrangeiros.

Segundo publicado no site oficial, o lema “é um modo de se referir ao livro, ao mais eficaz e persistente, e ainda não superado, instrumento de reflexão e autoconhecimento que possui o ser humano. Ao mesmo tempo, se relaciona também, indiretamente, a necessidade de ‘ensinar’ a pensar com livros como arma pedagógica desde o jardim da infância até a universidade, em uma época em que se tem cometido, nesse meio, muitas omissões e frivolidades. Por fim, fala-se mais especificamente, dos gêneros contidos neste tema, incluindo entre outros, o ensaio filosófico e político, a crítica ideológica e social, e as necessárias reescrituras da história”.

A Feira do livro ocorre em La Rural, no bairro de Palermo, em Buenos Aires. Mais informações no site http://www.el-libro.org.ar/internacional/general/ .

Livro que Chávez deu a Obama vai para lista dos mais vendidos

O livro As veias abertas da América Latina que o presidente da Venezuela Hugo Chávez deu ao presidente Barack Obama na Cúpula das Américas foi parar na lista dos livros mais vendidos da Amazon.com em apenas algumas horas. No dia anterior ao ocorrido, o livro de bolso traduzido para inglês estava na posição 60.280. Neste sábado (dia 18), ele já ocupava a 14a. posição. O livro é considerado a obra prima da esquerda latino-americana.

Livro: Comme un roman/como um romance

5075730.jpgComme um roman foi ganhador do Prix Renaudot em 2007. A versão em português tem duas edições (Editora Rocco e L& PM Editores). Trata-se de um livro prazeroso de se ler que possui quatro capítulos: I – Naissance de l’alchimiste; II – Il faut lire (le dogme); III – Donner à lire; IV – Le qu’en lira-t-on (ou les droits imprescriptibles du lecteur). Os subcapítulos são curtos; alguns com apenas uma citação. A linguagem é acessível e tem-se a impressão de que o escritor dialoga a todo o momento com o leitor.O livro é sobre o processo de aprendizagem da leitura e da escrita; o amor pelos livros; os motivos que impedem alguém de gostar de ler. Tudo escrito de uma maneira leve, divertida, com uma pitada de ironia que somente aguça a vontade de devorar essa obra.

Daniel Pennac começa contando a história de um casal que tem um filho adolescente que não quer ler. Os pais se questionam sobre o que deu errado. Nem o casal nem o garoto tem nome, sendo assim, as personagens poderiam ser qualquer um: na França ou no Brasil. A segunda parte do livro se passa na escola e mostra o que faz um professor (o narrador) para fazer os alunos se interessarem pela leitura. Diz Pennac que “ler se aprenda na escola. Amar ler…”.

Mas, às vezes, é possível achar um professor que despertem o amor dos alunos pela leitura, “sua própria vivacidade, graças ao esforço que se transforma em prazer”. É preciso expor o amor pela leitura para que ela seja benquista pelos pupilos. “Uma leitura bem escolhida salva de tudo, inclusive de si mesmo. E, acima de tudo, lemos contra a morte”, escreve o autor.

Quando a leitura é feita de maneira prazerosa sentimos vontade de dividir o que lemos com os outros, com os entes queridos. Queremos compartilhar o que preferimos com “nossos preferidos”.

A leitura termina sendo um paradoxo, pois Pennac fala tanto do silêncio quanto da leitura como forma de comunicação. Quanto ao primeiro aspecto comenta Daniel Pennac: “O prazer do livro lido, nós o guardamos frequentemente no segredo por causa do nosso ciúme. Seja porque não vemos aí algo para discutir, seja porque, antes de puder dizer uma palavra, deve-se deixar o tempo fazer o silencioso trabalho da destilação. Esse silêncio garante a nossa intimidade. O livro é lido, mas nós ainda estamos lá. A única evocação a ele abre um refúgio no nosso refúgio. Ele nos preserva do Grande Exterior. Ele nos oferece um observatório plantado em paisagens contingentes. Nós lemos e ficamos calados. Nós ficamos calados porque nós tínhamos lido.” A leitura, entretanto, não é apenas o silêncio. Ela é uma estratégia de comunicação quando, num salão não se tem o que dizer ao outro. “Se a leitura não é um ato de comunicação imediata, ela é, finalmente, objeto de comunhão. Mas uma comunhão distinta e selvagemente seletiva.”

O que impediria a todos de serem ávidos leitores, então? Às vezes, tem-se medo de ler porque há, embutido, um medo de não compreender. Pennac diz que esquecemos que um romance deve ser lido como um romance, o qual, primeiramente conta uma história. Para saciar nossa forma de ficção ficamos em frente à tela (não importa se é a telinha ou a telona)… passivos. Mas isso funciona apenas como algo que forra o estômago, sem saciar realmente a fome. “Nós nos sentimos tão sós quanto antes.” Enquanto lemos, ocorre o contrário; o autor dialoga conosco, conta a história somente para nós; há uma cumplicidade. O prazer do romance é essa descoberta de intimidade entre autor e leitor. Uma vez que nos reconciliamos com a leitura, que o texto perdeu o aspecto de “enigma paralisante”, o esforço que se faz para extrair o sentido dele se torna um prazer e “o prazer de compreender me mergulha quase na embriaguez da ardente solidão do esforço”.

Outro impedimento à leitura é o tempo para leitura, visto como “uma ameaça à eternidade”. Começamos a nos perguntar o que iremos sacrificar para dedicar algumas horas, alguns minutos à leitura. Pennac responde: “Quando nos perguntamos sobre o tempo para ler é porque o desejo de fazê-lo não existe. Pois, se olharmos isso de perto, ninguém jamais tem tempo de ler. A vida é um entrave perpétuo à leitura. O tempo de ler é sempre um tempo roubado (assim como o tempo de escrever ou, finalmente, o tempo de amar). Roubado de quê? Digamos que do dever de viver.” E ele continua: “O tempo de ler, como o tempo de amar, dilata o tempo de viver.” Ele diz que essa discussão não é para saber se há tempo para ler ou não, mas se me ofereço a alegria de ser um leitor.

Um assunto também abordado em Comme um roman é o relacionamento do livro (matéria em si) com o leitor. Como nos tornamos possessivos e ciumentos com nossos livros. Mas esse é o preço da intimidade. É por isso que, na maioria das vezes, temos dificuldade de devolver um livro que tomamos emprestado. “Não é exatamente um roubo (não, não, não somos ladrões, não…), digamos que é um deslizamento de propriedade, ou melhor, uma transferência de substância: se o que estava sob o olho do outro se torna meu enquanto meu olho o devora; e, se eu amei o que eu li, eu provo alguma dificuldade de ‘devolvê-lo’.”

O livro não deixa de ser um “produto da sociedade hiperconsumista. Visto por este ângulo, o livro não é mais nem menos que um objeto de consumação, e é também tão efêmero quanto esse objeto: imediatamente passa à pilha; se ele ‘não funciona’, morre mais rápido sem ter sido lido”.

Autor: Daniel Pennac
Editora: L&PM Editores
ISBN: 8525417971
Número de páginas: 152

12 de outubro: o dia da leitura agora é oficial

A lei 11.899 de 8 de janeiro de 2009 instituiu o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura.

 Veja abaixo o conteúdo da Lei:

LEI Nº 11.899, DE 8 DE JANEIRO DE 2009.

           Institui o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

  Art. 1o São instituídos o Dia Nacional da Leitura e a Semana Nacional da Leitura e da Literatura, a serem anualmente celebrados, em todo o território nacional.

§ 1o O Dia Nacional da Leitura será comemorado em 12 de outubro.

§ 2o A Semana Nacional da Leitura e da Literatura será aquela em que recair o Dia Nacional da Leitura, nos termos do § 1o deste artigo.

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 8 de janeiro de 2009; 188o da Independência e 121o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

 Roberto Gomes do Nascimento

Livro: Joy Division/New Order: Nada é mera coincidência

17875272.jpgA escritora Helena Uehara escreveu o livro Joy Division/New Order: Nada é mera coincidência. O livro mostra as diversas interpretações, as variadas formas de “sentir” e de “ver” dos fãs dos dois grupos musicais. Ela também analisa as letras das músicas, comparando-as com os contextos políticos, sociais e culturais vigentes na época na qual foram escritas. Ao dizer que “nada é mera coincidência”, a autora tenta mostrar que os movimentos culturais – e também os de contraculturas, vistos um pouco “à margem” da sociedade – são um reflexo do que ocorre no mundo em determinado período.

No primeiro capítulo do livro, a escritora fala sobre Joy Divison e Ian Curtis. No segundo, ela apresenta os movimentos culturais, socioeconômicos e a evolução da bandas. Nessa parte da obra, ela fala sobre a origem e a filosofia do punk; os punks americanos versus os punks britânicos; assim como a globalização e o pós-funk; a era da informação, da internet e da música eletrônica. O terceiro e último capítulo é destinado a falar sobre o New Order. Fala-se da participação de uma nova integrante; o marco da mudança; Na Copa, no mundo e na publicidade; dos projetos paralelos da banda e dos shows no Brasil.

Autor: Helena Uehara
Coleção Novos Caminhos
Editora: Landy
ISBN: 8576290847
Número de páginas: 144

La Nación faz especial sobre Bioy Casares

Amanhã (08 de março) completará 10 anos da morte de Adolfo Bioy Casares, escritor argentino ligado à Literatura Fantástica e melhor amigo de Jorge Luis Borges. Para relembrar Bioy, o jornal argentino La Nación fez um especial sobre o escritor, no qual, o internauta poderá escutar audio, ver videos, fotos e outras informações sobre a vida do autor de Histórias Fantásticas.

Para quem quer conhecer a literatura contemporânea alemã

Os interessados em conhecer um pouco mais sobre a literatura contemporânea alemã podem acessar o site do Göethe Institut de São Paulo.