Livro: Os deuses têm sede
Paris, cinco anos após a queda da Bastilha; o povo da nova França republicana luta com fervor contra o Antigo Regime, mas nem tudo é flores. Ainda há bastante injustiça e pobreza na França pós-Revolução. Este é o cenário para o livro Os deuses têm sede de Anatole France, um clássico da literatura estrangeira. Ele foi publicado pela primeira vez em 1912 e desde então vem sendo relançado. A última edição tem capa dupla, sendo a primeira a representação do quadro que contém Marianne, símbolo da Revolução Francesa.
O livro de Anatole France é uma ficção mas que traz todo um embasamento histórico como pano de fundo. A personagem principal é o pintor Évariste Gamin e é através dele, do seu entrelaçamento com a causa republicana, que o leitor vai conhecer mais sobre o assassinato de Jean-Paul Marat, o julgamento e execução de Maria Antonieta assim como a ascensão e queda de Maximilien Robespierre.
O título foi inspirado em um panfleto de Camille Desmoulins, revolucionário que condenava as execuções em Paris ao qual fazia alusão uma frase do imperador Montezeuma. Para justificar o sacrifício humano como um hábito asteca, ele teria dito aos espanhóis que os deuses tinham sede de sangue. Desmoulins ainda estava corrigindo as provas do texto do número 7 do Le Vieux Cordelier quando foi preso e condenado à guilhotina. Só pelo título e pela razão do mesmo, pode-se imaginar como foi sofrida a França revolucionária.
Editora: Boitempo editorial
ISBN: 8575590111
Número de páginas: 256