Livro: Infiel – a história de uma mulher que desafiou o Islã
Ayaan Hirsi Ali nasceu na Somália e foi eleita pela revista Time uma das cem personalidades mais influentes do planeta. Ela resolveu escreveuescrever uma autobiografia a qual deu o título de Infiel, visando esclarecer algumas fatos ainda obscuros como a morte do cineasta holandês Theo van Gogh.
Ayaan Hirsi foi infiel aos muçulmanos ao criticar o fundamentalismo e se tornar uma defensora dos direitos humanos na Holanda. Ela começou a fugir desde cedo, pois o pai era opositor do governo de Siyad Barre. Passou pela Arábia Saudita, Etiópia e Quênia. Neste último local chegou até a pensar em aderir ao fundamentalismo como forma de manter as raízes.
Em 1992, ela fugiu da casa dos pais que a queriam obrigar a ter um casamento arranjado. Contrária a esse preceito de não casar por amor e a de outros aos quais sofreu – caso da circuncisão – ela foi para Holanda, onde recebeu asilo. Lá, pouco mais de dez anos após sua chegada, foi eleita deputada pelo partido liberal VVD.
Em 2004, junto com o cineasta neerlandês Theo van Gogh, ela fez um filme intitulado Submissão criticando a situação da mulher na religião muçulmana. Após a empreitada, ambos foram ameaçados de morte. Van Gogh terminou sendo assassinado em novembro do mesmo ano por um jovem marroquino. O medo fez novamente Ayaan Hirsi Ali se mudar, desta vez para os Estados Unidos.
Editora: Companhia das Letras
Número de páginas: 504
Tradução: Luiz Antônio de Araújo