Biografias não-autorizadas: um bom negócio

Em tempos modernos, de celebridades instantâneas, papparazzi, da vontade de se ter uma vida de estrela, as biografias não autorizadas se proliferam e se apresentam como um negócio bastante rentável. Afinal de contas, quem não quer saber dos segredinhos sórdidos dos ídolos?

A biografia de Tom Cruise, escrita por Andrew Morton (isso mesmo, aquele autor que também escreveu uma biografia não-autorizada de Diana e que revelou assuntos até então intocáveis, como o caso da bulemia da princesa) virou um sucesso de vendas nos Estados Unidos.

Para Andrew Morton – que enriqueceu às custas dos biografados – significou mais dólares na conta bancária, enquanto que para Cruise, uma dor de cabeça. O ator conseguiu impedir o lançamento dela no Reino Unido. Morton afirma, no livro, que Tom Cruise seria bissexual e que a filha Suri – da união com a atriz Kate Holmes – seria produto de uma inseminação artificial e que o pai biológico seria um famoso teórico da cientologia já falecido: L. Ron Hubbard. Andrew Morton também escreveu uma biografia do casal britânico mais perseguido pelos fotógrafos no Reino Unido: David e Victoria Beckham.

Outra inglesa também escreveu uma biografia polêmica, mais uma… outra vez sobre a princesa Diana. Tina Brown escreveu o livro intitulado Diana, no qual conta como Lady Di manipulava a imprensa e diz até que ela gostava desse jogo.

As biografias não autorizadas, às vezes, revelam situações que nunca seriam ditas numa biografia autorizada ou numa autobiografia. Obviamente a pessoa famosa gostaria de preservar a intimidade e esconderia alguns fatos. Porém, nem sempre as biografias não-autorizadas são sinônimo de veracidade. Nem tudo o que está escrito é a pura verdade, pode haver algumas doses de ficção, já que o maior intuito é… vender!