Bebelplatz – 75 anos da queima de livros
Há exatamente 75 anos, os alemães queimavam mais de 20 mil livros em Berlim, os quais consideravam anti-germânicos. As obras foram destruídas por inúmeras razões, alguns autores eram pacifistas, enquanto alguns tinham uma visão avançada e libertadora para época ou simplesmente eram judeus, casos de Heinrich Heine, Karl Marx, Hegel, Goethe, Schiller, entre outros. Para relembrar os autores, cujas obras foram incineradas, o alemão Volker Weidermann escreveu o livro Das Buch der verbrannten Bücher (O livro dos livros queimados), no qual cita cerca de 130 escritores.
A queima de livros aconteceu no dia 10 de maio de 1933 na Opernplatz, mais precisamente no centro da Humboldt Universität, em frente à faculdade de direito. Hoje o lugar se chama Bebelplatz e abriga um memorial relacionado ao repugnante fato.
A homenagem é feita através de um monumento, no qual há estantes “submersas” e vazias, além de uma placa contendo uma epigafre escrita por Heine: “Das war ein Vorspiel nur, dort wo man Bücher verbrennt, verbrennt man am Ende auch Menschen” (“Aquilo foi somente um prelúdio; onde se queimam livros, queimam-se no final também pessoas”). O intuito seria mostrar o vazio deixado naquela noite de maio, o vácuo intelectual pelo qual passou a Alemanha no período nazista. Também há livros gigantes com o nome dos escritores que tiveram suas obras transformadas em cinzas.