A literatura fica mais triste sem Mario Benedetti

mario-benedettijpg.gifFaleceu ontem, em Montevidéu, capital uruguai, o escritor Mario Benedetti. Ele sofria, há um ano, de problemas respiratórios e intestinais. Benedetti fez parte do apogeu da literatura latino-americano, numa época em que surgiam grandes nomes como Júlio Cortázar, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa e Carlos Fuentes.

Em 14 de septiembre de 1920 nasceu Mario Orlando Hamlet Hardy Brenno Benedetti em Paso de los Toros, departamento de Tacuarembó. O grande nome foi reduzido até se tornar simplesmente “Mario Benedetti”.

Com o golpe de 73, ele deixou o cargo de diretor do Departamento de Literatura Hispano-americana na Facultad de Humanidades y Ciencias de la Universidad de la República. Exilou-se em Buenos Aires e foi lá que a Triple A deu-lhe um prazo de 48 horas para deixar o país. Seguiu, então, para o Peru. Em Lima, capital peruana, foi mais uma vez deportado, indo parar em Cuba. De lá, foi para Madri, onde viveu até 1983.

En 1999, recebeu o Prêmio Reina Sofía de Poesía Iberoamericana; em 2001, o I Premio Iberoamericano José Martí; em 2002; em 2005, o Premio Internacional Menéndez Pelayo.

Benedetti estava trabalhando em um novo livro de poesia, cujo título provisório era  Biografía para encontrarme.